AS RUNAS

A palavra tem origem indo-européia e o significado mais próximo é de mistério, sussurro, coisa secreta.

Antigo alfabeto nórdico composto inicialmente de 24 símbolos, sendo a vigésima quinta runa colocada em homenagem póstuma a Odin.

Normalmente eram talhadas em pedras ou pedaços de madeira.

Esse alfabeto é denominado FUThARK. Essa denominação deriva-se das iniciais das suas seis primeiras letras ou símbolos: Fehu - Uruz - Thurisaz - Ansuz - Raido -Kano.

Esse código de mensagens mágicas prestava-se não só a utilização gráfica, como também a utilização oracular. Mas nas duas apresentações só eram utilizadas pelos sacerdotes, magos ou iniciados, não era utilizado pelo povo comum.

O Futhark é o tipo de runas mais conhecido, mas existe um segundo tipo utilizado ainda mais secretamente e apenas com função ritualística, chamado de Runas de Magia.

Conta a mitologia nórdica que, Odin, o chefe dos deuses vikings, tinha dois corvos: Hugin (espírito) e Munir (entendimento), que davam a volta ao mundo arrecadando conhecimentos, e relatando a Odin tudo o que haviam visto e ouvido. Tinha também um super veloz cavalo de oito patas de nome Sleipnir .

Para conseguir obter o conhecimento da árvore da Vida, Odin sacrificou um de seus olhos.

Usava seu poder para tomar a forma e a cor que quisesse, afim de ludibriar seus inimigos.

Seus dois lobos chamavam-se Gjere e Freke.

Odin, em busca da iluminação, mortificou-se física e espiritualmente, pendurando-se de cabeça para baixo, com sua própria lança, durante 9 dias e 9 noites na Árvore Yggdrasil (sustentáculo do mundo ou árvore do conhecimento). Foi durante esse sacrifício, faminto, sedento e sozinho, que as Runas lhe foram reveladas, provavelmente em estado Alfa (estado alterado de consciência).

Então fundou um clero de doze sábios com a função de agirem como orientadores. O candidato à iniciação desse clero deveria percorrer nove cavernas equivalentes aos nove planos que o espírito precisa trilhar na sua ascensão espiritual, cuja última era revestida por escudos de batalha, ali ele fazia um juramento de fidelidade à Odin, em seguida beijava a lâmina de uma espada e tomava um cálice de uma bebida feita com ervas aromáticas. Terminada essa fase o iniciado recebia um anel de prata com um símbolos rúnicos.

Odin retornou do Reino da Morte à Vida, afim de utilizar suas Runas tidas como a Secreta e Mágica Sabedoria da Noruega.

Contam os pesquisadores que Odin foi um personagem real. Chefe de uma tribo Asiática que retornou para a Escandinávia. Seus pais eram escandinavos, e teriam imigrado para a Ásia quando ele ainda era criança. Seu túmulo foi encontrado no século V em Upsala, na Suécia, junto com alguns objetos que confirmaram esses fatos.

As runas são benéficas e jamais prejudicarão alguém. Elas são um espelho do inconsciente, assim como tantas outras formas oraculares. Suas respostas são precisas e nos orientam sobre decisões, direções, realização de planos, quando recuar e reformular os objetivos, e tantos outros aconselhamentos e esclarecimentos.

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